Vereador diz que a música sertaneja sofre preconceito como funk carioca

Welington Peixoto: “Quem é contra o meu projeto, é contra o protagonismo de Goiânia nessa área”

O debate de ideias é sempre salutar, ainda mais em alto nível.

O vereador Welington Peixoto (MDB) apresenta novos argumentos para defender uma proposta polêmica.

Vereador Welington Peixoto (MDB) | Foto: Divulgação
Vereador Welington Peixoto (MDB) | Foto: Divulgação

Ele é o autor do projeto que estipula a inclusão do show “Buteco do Gusttavo Lima” no calendário oficial de eventos de Goiânia.

Além da valorização da cultura goiana, como ressaltei na coluna desta quarta-feira, 4, Welington diz que a música sertaneja é um forte atrativo para o turismo.

“Basta ver a movimentação nos hotéis. Isso significa mais dinheiro circulando na cidade e mais empregos gerados”, afirma.

Orgulho

O vereador ressalta ainda que “a população de Goiás tem orgulho disso”. Os grandes artistas, segundo ele, fazem questão de destacar a importância de Goiânia em suas carreiras.

Welington Peixoto faz comparação com o funk carioca. “É uma manifestação cultural, mas sofre preconceito. Não podemos deixar de investir nesse mercado (música sertaneja) por puro preconceito”.

O parlamentar também argumenta “que quem é contra o meu projeto, é contra empregos, contra aumento dos investimentos, contra o protagonismo de Goiânia nessa área”.

Peixoto enfatiza que o prioritário “é lotar hotéis, bares, gerar riqueza, gerar renda, gerar emprego e parar de preconceito”.

A música sertaneja está para Goiânia, de acordo com o vereador, como o samba está para o Rio de Janeiro e o forró para o nordeste do país.

Exemplos

Finalizando, o parlamentar foi taxativo: “Como alguns jornais sem expressão também são ridicularizados, depende muito do ponto de vista”.

O ponto de vista da coluna, no caso, foi manifestado diante da pressa do vereador em oficializar no calendário um show que sequer está consolidado na capital.

Festa da Fantasia e Villa Mix são dois exemplos de eventos que ocuparam espaço e alcançaram reconhecimento público ao longo de vários anos.

Os argumentos de Welington Peixoto não podem ser desconsiderados, pelo contrário. Mas estão escorados numa única edição.

Falta ao “Buteco do Gusttavo Lima” escrever a sua própria história em Goiânia antes de surfar em reverências e homenagens.

O tempo é o senhor da razão.

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