Enel tenta melhorar imagem com anúncio de 100 novas subestações

Empresa enxergou que a rejeição ao serviço prestado em Goiás é estratosférica. Justificativas mudam de patamar

Pior empresa de distribuição de energia do país, a italiana Enel está sendo obrigada a dar mais explicações do que gostaria para escapar da ira dos goianos.

Depois de enfrentar pesadas críticas do governador Ronaldo Caiado, dos deputados estaduais e dos cidadãos em geral pela péssima qualidade do serviço oferecido, os executivos da empresa suaram em Brasília.

Durante encontro com a bancada federal no Congresso Nacional, os representantes garantiram que a “evolução está acontecendo”.

Jogada contra as cordas pela opinião pública, a Enel anuncia a intenção de construir 100 novas subestações de energia em 2020
Jogada contra as cordas pela opinião pública, a Enel anuncia a intenção de construir 100 novas subestações de energia em 2020

De concreto, nos últimos dias, a Enel alardeou apenas a entrega de uma nova subestação no município de Trindade, ao custo de R$ 20 milhões.

Outras 6 subestações haviam sido inauguradas – Anápolis (Daia), Jataí, São Miguel do Araguaia, Alto Horizonte, Quirinópolis e Cristalina.

Muito pouco para uma empresa que assumiu o lugar da Celg em 2016 e sequer atingiu 20% dos investimentos que estavam previstos no contrato de concessão.

Exatamente por isso “as promessas” subiram de patamar. Jogada contra as cordas pela opinião pública, a Enel anuncia a intenção de construir 100 novas subestações de energia em 2020.

Queimadas e descargas

Os executivos, na realidade, continuam amarrando suas justificativas à herança maldita deixada pela Celg e a problemas circunstanciais.

Entre eles, ausência de mão-de-obra qualificada no Estado. “Também enfrentamos, em 2019, quantidade fora do comum de queimadas e descargas elétricas”, argumentou um dos representantes na reunião.

Nenhum destes argumentos tem sido suficiente para convencer autoridades públicas e população. “Péssimo serviço”, são as palavras que ecoam em todas as reuniões.

A Enel passou a dar mais explicações, mesmo frágeis, porque finalmente enxergou que a rejeição à qualidade do serviço oferecido é estratosférica.

O italiano Nicola Cotugno, presidente da Enel Brasil, diz que o desejo da empresa é buscar o diálogo para resolver os graves problemas em Goiás.

O povo goiano sonha com menos falatório e mais ação para que a Enel deixe de ser a pior entre as piores distribuidoras de energia do país.

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