Desolado, o comerciante Raimundo Gomes contabiliza 4 aparelhos de televisão furtados do seu quiosque num intervalo de 18 meses.

“Eu não queria ter ido registrar boletim de ocorrência, mas desta vez foi inevitável. Os marginais estão muito folgados”, afirma.

Raimundo é apenas uma das vítimas da onda de crimes que tomou conta do Parque Flamboyant, localizado no Jardim Goiás, área nobre da cidade.

Sou frequentador assíduo do local e tenho ouvido inúmeros relatos de furtos e roubos nos últimos meses. Nem todos são levados ao conhecimento do 8o Distrito Policial, no setor Pedro Ludovico.

“Alguns dos meus clientes já tiveram pertences roubados à noite, mas acreditam que prestar queixa é tempo perdido”, relata o comerciante.

Cereja no bolo

Os bandidos têm procurado diversificar as ações. Os principais alvos nos quiosques são embalagens de sorvete, açaí e doces em geral.

Nem os donos de animais, especialmente os cães valiosos, estão conseguindo passear com tranquilidade no parque. Risco maior para quem ignora a coleira.

Eletrodomésticos podem ser considerados a cereja no bolo da bandidagem.

“Passamos o tempo agora pensando na vida. Nada de tevê ou aparelho de som”, comenta A.J.G, outra comerciante furtada, que pediu para não ser identificada.

O quadro só não está pior, segundo Raimundo, porque veículos de comunicação noticiaram alguns fatos, inclusive o roubo ao seu quiosque.

“Viaturas da Guarda Municipal e da Polícia Militar, que andavam sumidas, voltaram a intensificar a vigilância, principalmente à noite”, relata.

O contraste da apreensão com o suspiro momentâneo do comerciante retrata a realidade da segurança pública.

Área nobre ou periferia, não existe zona de conforto para o cidadão. As precauções precisam ser rigorosamente as mesmas.

Um dos mais belos cartões postais de Goiânia, o Parque Flamboyant é atrativo para todas as tribos. Vândalos e marginais, entre elas.

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