Os efeitos da pandemia e o centenário de Aparecida, por Gustavo Mendanha*

Em artigo especial para a Folha Z, prefeito analisa consequências da quarentena e o estado das coisas na cidade, que completa 98 anos nesta 2ª feira (11)

Em artigo especial para a Folha Z, prefeito Gustavo Mendanha opina sobre os efeitos da pandemia do coronavírus às vésperas do centenário de Aparecida | Foto: Divulgação/Prefeitura
Em artigo especial para a Folha Z, prefeito Gustavo Mendanha opina sobre os efeitos da pandemia do coronavírus às vésperas do centenário de Aparecida | Foto: Divulgação/Prefeitura

Se um dos principais desafios dos gestores municipais até então era projetar a cidade para o futuro, contemplando as próximas gerações, agora é preciso pensar também na pacificação social.

Mas esta nova demanda pede respostas imediatas.

Isto porque a crise instaurada pela pandemia do coronavírus tomou contornos não apenas sanitários, mas políticos e econômicos, inflamando os ânimos neste Brasil já tão conflagrado.

Em Aparecida de Goiânia, o tema, evidentemente, entrou na pauta da prefeitura, e num momento muito simbólico: o centenário do município.

Faltam 24 meses para Aparecida chegar aos 100 anos de fundação.

Nos últimos anos, a cidade tem implementado uma agenda focada, claro, na solução dos problemas de agora, mas que busca também se antever às demandas dos aparecidenses das gerações futuras.

Esse campo está sendo arado desde as gestões anteriores para que possamos colher muitos frutos bons.

Por isso, no campo da administração pública, Aparecida se reinventou e tem assumido cada vez mais as características de cidade inteligente.

E inteligente não só do ponto de vista da modernidade, do uso da tecnologia para melhorar a vida das pessoas.

Gustavo Mendanha | Foto: Claudivino Antunes
Gustavo Mendanha | Foto: Claudivino Antunes

É uma inteligência também no modo de pensar e de agir, inteligência que considera, por exemplo, que a pacificação de conflitos gera um ambiente seguro para investimentos.

A quarentena em escala global nos fez perceber o quanto somos iguais.

Resguardadas algumas particularidades, como idioma e religião, o ser humano é conectado ao seu semelhante pelo sentimento de coletividade.

Nesse aspecto, acredito que a tendência mais provável de se concretizar no “novo normal” é a de sinergia entre as comunidades, fato que moverá os governos, em todos os níveis.

Não será diferente nas cidades.

Em Aparecida, a integração física e virtual dos munícipes já vem sendo impressa e monitorada através da construção de grandes corredores viários, ciclovias, ciclofaixas e da implementação de 650 câmeras de vigilância com inteligência artificial.

Agora, cabe intensificar na cidade essa integração social, tão fortalecida nesses dias de distanciamento físico das pessoas a contragosto.

Tem um versículo da Bíblia que diz: “Bem-aventurado (mais do que felizes) são os pacificadores”.

No pós-pandemia, o papel desses pacificadores será vital para motivar a coletividade a participar mais do cotidiano das cidades, ajudando a promover o desenvolvimento econômico, urbano, social e tecnológico.

E são dias assim, de prosperidade, que queremos continuar vivendo na nossa quase centenária Aparecida.

“A quarentena em escala global nos fez perceber o quanto somos iguais.”

* Gustavo Mendanha é prefeito de Aparecida de Goiânia.

Aparecida tem 51 obras para lançar e inaugurar até junho


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