Racismo no futebol: quando o 'mar branco' não enxerga o problema

Júlio Oliveira, narrador da Globo, comentou sobre o problema na redação e no Brasil como um todo

Manifestação de racismo mundo afora é o que não falta para comentar.

Mas o debate acaba sendo pautado por exemplos pontuais.

Estádio de futebol, dentro e fora de campo, se transformou em palco das piores aberrações.

Atacante brasileiro Taison saiu de campo chorando após ser alvo de racismo no jogo do Shakhtar Donetsk contra o Dínamo de Kiev neste domingo,10, no campeonato de futebol ucraniano | Foto: Reprodução
Atacante brasileiro Taison saiu de campo chorando após ser alvo de racismo no jogo do Shakhtar Donetsk contra o Dínamo de Kiev neste domingo,10, no campeonato de futebol ucraniano | Foto: Reprodução

Nada diferente do que ocorre no bar, na praça, no supermercado e até mesmo na igreja.

Basta um olhar contrariado, um comentário infeliz para explicitar o incômodo racista que a grande maioria insiste em negar.

A meu ver, o narrador esportivo Júlio Oliveira (Canal Sportv) escolheu o melhor caminho para abordar o tema nesta terça-feira, 12 [abaixo].

Com uma só frase – “o mar branco na redação” – ele argumentou que a emissora onde trabalha é um espelho da tímida presença de profissionais negros no jornalismo.

‘Mar branco’

Júlio nos deixa a melhor reflexão para debater um tema tão enraizado na sociedade: o que temos feito, longe de textão em rede social, para aceitar a pessoa parda ou negra como ela é?

O “mar branco” em diversas atividades, apesar de alguns avanços esporádicos, continua enxergando distância entre a capacidade da pele clara e da pele escura.

Júlio Oliveira não trabalha num lugar qualquer, trata-se do Grupo Globo de Comunicação.

Recentemente, a área de teledramaturgia se viu obrigada a inserir mais personagens negros por pressão dos índices de audiência e também das redes sociais.

O narrador não busca privilégios, mas sim oportunidades iguais e ambientes de trabalho onde prevaleça a mescla do branco e do preto.

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