Ele pediu para tomar a última cerveja com a família 1 dia antes de morrer

Reformulei meu conceito fúnebre depois do belo exemplo da família americana Schemm: 'Quando eu morrer quero ir de fralda, de camisa e último gole de cerveja'

Falar sobre a morte nunca me incomodou. Um dia ela vai chegar, silenciosa e implacável.

Sempre fui adepto da orientação do grupo “Originais do Samba” na música “Nego véio quando morre” (1970):

“Quando eu morrer quero ir de fralda de camisa.

Defunto pobre de luxo não precisa…”

Sim, meu único desejo era por uma passagem rápida e simples. Eu disse “era” porque acabo de reformular o conceito fúnebre particular.

O culpado pela guinada é norte-americano e atende pelo nome de Norbert Schemm, 87 anos.

Um dia antes de falecer (22 de novembro), ele pediu para tomar a última cerveja com a esposa (Joanne) e os filhos (Bob, Tom e John) no hospital.

Foi prontamente atendido pelos familiares porque seu caso era irreversível e todos quiseram prestar-lhe a última homenagem.

Uma cena linda, gigante, inesquecível.

“Tudo o que ele queria fazer era tomar a última cerveja com seus filhos. Momento em família, todos sorrindo”, disse o neto Adan Schemm, responsável pela postagem nas redes sociais.

Norbert Schemm se despediu tomando uma última cerveja com os filhos | Foto: Reprodução / Adam Schemm
Norbert Schemm se despediu tomando uma última cerveja com os filhos | Foto: Reprodução / Adam Schemm

A foto viralizou em poucas horas justamente pelo simbologismo da aceitação e cumplicidade diante de um quadro clínico inevitável.

“Saber viver é para alguns, saber morrer é para poucos”, comentou o internauta A. Santana.

Compreensão

A sensibilidade da família ao atender o pedido de Norbert Schemm é digna de aplausos efusivos.

Aviso desde já. Se o Divino Pai Eterno me permitir oportunidade semelhante, não abrirei mão.

Onde eu estiver – hospital ou residência – a cerveja vai estar por perto para o último brinde.

Peço aos meus parentes a mesma compreensão demonstrada pelos descendentes de Norbert.

Pretendo sucumbir de fralda, de camisa e energizado pelo gole derradeiro ao lado de quem se importa comigo.

Se existe plenitude na morte, imagine um homem realizado sussurrando “esse cara sou eu” na despedida.

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