JOGO LIMPO com Rodrigo Czepak

Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

O governador realmente não brinca em serviço quando o assunto é deslocamento aéreo / Foto: divulgação
O governador realmente não brinca em serviço quando o assunto é deslocamento aéreo / Foto: divulgação

Voar, voar, subir, subir!

Assunto recorrente nas rodas políticas em Goiás é a onipresença do governador Marconi Perillo. Seus deslocamentos e presença efetiva no interior são sempre elogiados por correligionários e até pela oposição. Mas como nada acontece por acaso, auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) constatou uso abusivo por Marconi do helicóptero do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) da Polícia Militar. A aeronave custou R$ 5,7 milhões e foi adquirida exclusivamente com recursos da União.

publicidade

Desvio de função

O governador realmente não brinca em serviço quando o assunto é deslocamento aéreo. Em pleno ano eleitoral (2014), Marconi efetuou mais de 20 viagens oficiais, segundo sua assessoria, utilizando um helicóptero cuja finalidade principal é combater a criminalidade em operações estratégicas. Uma das marcas que agrada o chefe do poder Executivo goiano é a sua agilidade, a prerrogativa não perder tempo com questões secundárias. Nem que para isso ele prejudique diretamente a complexa e delicada atuação da segurança pública no estado.

Ninguém ousa

Em tempo: parcela significativa da imprensa demonstrou, à época, grande interesse em investigar o itinerário dos voos do então governador Alcides Rodrigues, principalmente as seguidas viagens à sua fazenda no Pará. Como os tempos são outros, predomina o silêncio público e comentários folclóricos nos bastidores sobre o uso das aeronaves oficiais dentro e fora de Goiás.

Jayme Rincón está encurralado. A oposição quer a sua cabeça / Foto: Agetop
Jayme Rincón está encurralado. A oposição quer a sua cabeça / Foto: Agetop

Tensão em dose dupla

Empresas de engenharia de grande porte têm recorrido a sucessivas demissões de funcionários para enfrentar a atual crise econômica e o atraso nos repasses da Agetop, hoje avaliados em quase R$ 80 milhões. Duas reuniões com o presidente Jayme Rincón já foram realizadas, porém as perspectivas não são nada animadoras. A Operação Compadrio, deflagrada pelo Ministério Público, não poderia ter ocorrido num momento mais conturbado para os empreiteiros.

Teste de resistência

Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha deixou de exercer o papel de caçador e passou a ser caça em Brasília. Toda a sua fúria e posteriormente a tentativa de recomposição política não foram suficientes para evitar que o Ministério Público Federal o denunciasse por corrupção e lavagem de dinheiro. Agora sim será possível medir o tamanho da articulação de Cunha para tentar reverter o cenário nebuloso.