Manifestações em Goiânia

Andréia Magalhães é docente na Estácio de Sá/GO, IPOG e Diretora na CGJGO
Andréia Magalhães é docente na Estácio de Sá/GO, IPOG e Diretora na CGJGO

Já tem um bom tempo que Goiânia, assim como outros Estados, se transformou em celeiro de protestos.

A capital de Goiás tem vivenciado um momento peculiar quanto a esses movimentos, principalmente no que diz respeito a sociedade e a segurança pública. É de se considerar que quando em uma capital há policiais acampados na entrada principal do Palácio do Governo do Estado as coisas não vão bem.

Quando estudantes e pessoas que compõem a comunidade goiana se desesperam em terminais de ônibus pela espera exorbitante em conseguirem fazer sua locomoção que seja em busca de estudo, trabalho ou afazeres diários há o que se refletir.

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São ônibus que demoram, muitas vezes não passam, quando chegam estão insuportavelmente lotados, não comportam todas as pessoas ou não estão apropriados para receber os passageiros que desse transporte precisam.

E aí vêm as demonstrações de revolta e dor das pessoas. As brigas iniciam. Os confrontos, o embate entre polícia e usuários e o ponto culminante se dá com as prisões, ônibus queimados, pessoas de bem presas e assim seguem os dias na capital e nada se resolve.

As reuniões de autoridades até acontecem. Mas ficam as soluções muitas vezes dentro das salas onde as autoridades se encontraram e será que de fato pensaram em ações para minimizar esses problemas?

Agora, é preciso que haja algumas indagações: até quando a população vai sofrer do mal do transporte que perpetua as décadas? Até quando a sociedade vai ficar sem ter segurança pública? Até quando a polícia vai precisar mendigar remuneração? Por que tem tanto dinheiro para tantas coisas e não tem para as necessidades básicas da população? Por que precisam as pessoas brigarem tanto em variados órgãos públicos e continuarem a ter um serviço precário? O Estado é omisso ou os gestores são negligentes?

Fica aí o cerne da questão dessas palavras que compreendem as manifestações.

Andréia Magalhães é docente na Estácio de Sá/GO, IPOG e Diretora na CGJGO