Quem é Deltan Dallagnol, o procurador que não sai do noticiário | Foto: Reprodução
Quem é Deltan Dallagnol, o procurador que não sai do noticiário | Foto: Reprodução

Um dos nomes mais repetidos pelos noticiário brasileiro recente é o do procurador da República Deltan Dallagnol.

E, mesmo com a fama advinda da coordenação da força-tarefa da operação Lava Jato, detalhes da história do paranaense não são tão bem conhecidos entre os brasileiros.

Confira um pouco mais sobre o procurador que foi caçados a caça nas últimas semanas.

Quem é Deltan Dallagnol 

Nascido em Pato Branco (PR), Deltan Martinazzo Dallagnol tem 39 anos, 16 dos quais passou no MPF.

Filho do também procurador de justiça Agenor Dallagnol, ele formou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e tornou-se mestre na área após estudar na renomada Universidade Harvard.

Em 2003, Deltan foi empossado procurador somente após decisão judicial favorável.

Isso porque ele não havia completado os 2 anos de conclusão do curso de Direito exigidos para a investidura.

Porém, naquele ano, o jovem de 24 anos já tinha sido aprovado em 1º lugar no concurso para o Ministério Público do Estado do Paraná e em 2º no concurso para juiz do mesmo Estado.

Polêmicas

Mas sua maior polêmica começou mesmo em 2019. Mais precisamente 9 de junho passado.

Foi quando se iniciou a divulgação de conversas atribuídas a ele pelo “The Intercept Brasil”, caso que ficou conhecido como Vaza Jato.

Nas conversas, Dallagnol receberia orientações do então juiz federal Sergio Moro.

Os vazamentos também apontam relações suspeitas do procurador com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal.

E, por fim, uma das divulgações ainda indicou planos de Dallagnol para lucrar com a fama que obteve à frente da Lava Jato.

Em artigo, Demóstenes faz duras crítcas a Moro e Dallagnol
Deltan Dallagnol e Sérgio Moro | Foto: Reprodução

Cronologia de fatos importantes da carreira de Dallagnol

2002

Formou-se em Direito pela UFPR e passou em concurso para o MPF. Como não atendia o requisito de 2 anos como bacharel, constituiu seu próprio pai, um procurador do Estado aposentado, para garantir a posse.

2014

Assumiu a coordenação da operação Lava Jato em Curitiba. Mais tarde, seria 1 dos autores da denúncia que resultou na condenação do ex-presidente Lula (PT).

Mar.2019

Dallagnol e outros membros do MPF idealizaram a criação de 1 fundo com R$ 1,25 bilhão recuperado de corrupção na Petrobras, que seria gerido por eles mesmos. A medida, porém, foi barrada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF).

Jun.2019

1ª reportagem do site The Intercept revela conversas trocadas por meio aplicativo Telegram entre Dallagnol e Sergio Moro.

Jul.2019

I. De acordo com o Intercept e a Folha de S. Paulo, Dallagnol planejava montar uma empresa de eventos e palestras para lucrar com a fama da Lava Jato.

II. Depois, reportagens ainda apontaram que o procurador pediu que o então juiz Sergio Moro autorizasse o uso de recursos da 13ª Vara Federal de Curitiba para financiar uma campanha publicitária a favor da Lava Jato.

III. Uma das mais recentes publicações indicou que Dallagnol teria pedido passagens para toda a família e hospedagem no Beach Park, no Ceará, como condição para participar de palestra sobre combate à corrupção na Fiec (Federação das Indústrias do Ceará).

Defesa de Dallagnol

Em sua defesa, Deltan nega a autenticidade das mensagens, mas ainda não apontou onde estariam, exatamente, as adulterações.

Confira tuítes feitos por ele após o início das reportagens:

“As mensagens que circulam como sendo de integrantes da Força-Tarefa da Lava Jato já acumulam diversas evidências de adulteração, além de serem produto de um crime cibernético. Os procuradores da FT e outros que seriam os autores das mensagens não as reconhecem como autênticas.

“Os ataques deferidos contra a Lava Jato são inócuos porque a operação é sustentada com base em provas e está submetida ao crivo do Poder Judiciário, que já validou o trabalho desempenhado pela Força-Tarefa em diferentes instâncias.

“Os procuradores que atuam na Lava Jato sabem do incômodo causado pela operação a pessoas ricas e poderosas. Não vamos nos acuar diante desses ataques e seguiremos cumprindo nossa função constitucional.

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