Aborto de GCM: Defesa de suspeito entra com representação por calúnia

Mensagens em redes sociais foram enviadas à polícia e servidor diz ser acusado injustamente

Escritório do advogado, ex-vereador e ex-secretário municipal Ezízio Barbosa | Foto: Folha Z

Servidor da Prefeitura de Aparecida acusado de provocar aborto em uma guarda municipal sem o consentimento da gestante entrou com uma representação contra as pessoas que divulgaram as informações associando seu nome ao caso.

O homem, porém, ainda não foi ouvido pela Polícia Civil.

De acordo com a advogada Letícia Barbosa, uma representação foi feita ainda na última sexta-feira, 8, à delegada Cybelle Tristão.

A defesa argumenta que essas pessoas teriam praticado crime de calúnia.

Junto à representação, foram anexados indícios de mensagens compartilhadas nas redes sociais.

Exame

Letícia afirmou ter acompanhado o depoimento da guarda e os exames realizados nela posteriormente apenas como parte da defesa do seu cliente.

Rumores a apontavam como advogada da própria guarda, o que Letícia negou.

Segundo a advogada, a médica ginecologista que examinou a mulher na Maternidade Marlene Teixeira apontou que o colo do útero estava fechado.

O resultado seria um indício de que não houve aborto recente.

Letícia Barbosa é filha do advogado, ex-vereador e ex-secretário municipal Ezízio Barbosa.

Exames não comprovam aborto de GCM que voltou atrás de acusação em Aparecida | Foto: Folha Z
Exames não comprovaram aborto de GCM que voltou atrás de acusação em Aparecida | Foto: Folha Z

O caso

A Polícia Civil de Aparecida abriu inquérito no dia 1º de março para apurar se uma guarda municipal foi coagida a abortar uma criança fruto de um relacionamento com um servidor da prefeitura.

Em denúncia, o homem foi apontado como responsável, com a ajuda de uma terceira pessoa, por ministrar medicamentos abortivos à mulher para evitar que o envolvimento entre eles viesse à tona.

Porém, em depoimento na 2ª Delegacia Regional, a mulher negou os relatos e disse ter problemas psicológicos.

Segundo a delegada Cybelle Tristão, ela relatou que sofre de depressão e faz tratamento para dependência alcoólica.

A delegada, então, encaminhou a mulher para exames na Maternidade Marlene Teixeira e no Instituo Médico Legal.

E o resultado dos exames não apontou evidências de um aborto recente.

Agora, uma fonte ouvida pela reportagem relatou que a PC ainda pretende solicitar novos testes para ajudar a concluir o caso.

Nesta quinta, 14, e sexta, 15, a delegada também ouvirá envolvidos no caso.

EXCLUSIVO: Exames iniciais não comprovam existência de aborto de GCM


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