Zé Eliton enfrenta problemas na reta final da campanha para o Governo de Goiás em 2018 | Foto: Montagem
Zé Eliton enfrenta problemas na reta final da campanha para o Governo de Goiás em 2018 | Foto: Montagem

A menos de uma semana do primeiro turno das Eleições 2018, o governador de Goiás José Eliton ainda não conseguiu reverter o cenário das intenções de voto.

Se as pesquisas de intenções de voto se confirmarem, Zé será o primeiro governador da era contemporânea, em Goiás, a perder a reeleição no primeiro turno.

Abandonado até mesmo por aliados, Eliton tem 5 grandes motivos para se preocupar na reta final da campanha.

As 5 dores de Zé Eliton

1 Seu nome não se traduz em mudança

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Já são 20 anos de PSDB e base aliada no comando do Governo de Goiás e Eliton tem dificuldade de convencer o eleitor de que sua futura gestão teria novidades.

O desgaste natural de uma administração tão longeva serviu de combustível para seus adversários, que prometem “mudar Goiás”.

Mas Zé, por sua vez, teve que ficar preso nas promessas de “manter”, “melhorar” e “aperfeiçoar”.

2 Traição na Base

Outro grande problema enfrentado pela Coligação Goiás Avança Mais é a falta de adesão das suas próprias bases.

Deputados que disputam a reeleição e candidatos aliados, inclusive, passaram a produzir material de campanha sem qualquer menção aos cabeças de chapa peessedebista.

As peças não contêm nomes, números e muito menos fotos dos candidatos ao governo e ao Senado.

3 Rejeição de Marconi

Pesquisa Grupom/Diário da Manhã divulgada nesta terça, 2, aponta que a rejeição de José Eliton é de 37,9%.

Para um político que chega apenas ao sexto mês de mandato na vida, esse número é impressionante.

Acontece que Zé herdou, além do Palácio das Esmeraldas, a rejeição de Marconi Perillo (PSDB) no Estado de Goiás.

Marconi é o candidato ao Senado mais rejeitado em Goiás: 50,4%, segundo a pesquisa Grupom publicada nesta terça-feira, 2, em seu próprio blog. 

4 Problemas Financeiros

Não bastassem as críticas aos anos passados de gestão marconista, esses meses de Governo Eliton estão cheios de “bombas”.

Só na última semana, atrasos em pagamentos do Estado repercutiram negativamente na mídia.

Primeiro foi o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), que teve interdição ordenada pelo Ministério do Trabalho devido à falta de insumos e medicamentos.

Depois, foi o Bolsa Universitária, mantido pela OVG, que tem R$ 60 milhões atrasados há seis meses.

Agora, até o sistema de tornozeleiras eletrônicas para presos do regime semiaberto está ameaçado.

Com R$ 5,48 milhões a receber, a empresa Spacecom ameaça bloquear as tornozeleiras se a dívida não for paga.

5 Operação Cash Delivery

Para finalizar a crise vivida por Eliton, a Operação Cash Delivery, ao que tudo indica, pode ter sido o golpe fatal nas esperanças de vitória da coligação.

De acordo com a Polícia Federal (PF), foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços de Marconi Perillo (PSDB), candidato ao Senado.

A defesa do ex-governador afirmou, em nota, que não há indícios contra ele e que a operação é um “espetáculo”.

Além disso, a polícia ainda prendeu preventivamente o presidente da Agência Goiânia de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón.

Com o policial militar Márcio Garcia de Moura, motorista de Rincón que também foi preso, foram encontrados maços de dinheiro vivo.

Segundo a PF, agentes encontraram caixas de papelão contendo R$ 940.260,00 em notas de R$ 50 e R$ 100.

PF encontrou caixas de papelão contendo R$ 940.260,00 em notas de R$ 50 e R$ 100 na casa do policial militar Márcio Garcia de Moura, motorista de Rincón | Foto: Reprodução
PF encontrou caixas de papelão contendo R$ 940.260,00 em notas de R$ 50 e R$ 100 na casa do policial militar Márcio Garcia de Moura, motorista de Rincón | Foto: Reprodução

Como explicar essa quantidade de dinheiro?

Situação difícil e, sem dúvida, se refletirá cada vez mais nos resultados das próximas pesquisas de intenção de voto.

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