EXCLUSIVO: Exames iniciais não comprovam existência de aborto de GCM

Investigação segue apurando se guarda municipal foi coagida a abortar criança fruto de um relacionamento com servidor da prefeitura

2ª Delegacia Regional da PC é responsável pela investigação de suposto aborto da gestação de uma guarda municipal de Aparecida | Foto: Folha Z
2ª Delegacia Regional da PC é responsável pela investigação de suposto aborto da gestação de uma guarda municipal de Aparecida | Foto: Folha Z

De acordo com informações obtidas com exclusividade pelo Folha Z, exames iniciais realizados em uma guarda municipal que teria sido forçada a abortar em Aparecida de Goiânia não comprovaram a ocorrência de abortamento.

Mas novos testes ainda devem ser realizados a pedido da Polícia Civil.

Foi após denúncias que a PC abriu um inquérito no dia 1º de março.

Investigação

A investigação apura se a guarda municipal foi coagida a abortar uma criança fruto de um relacionamento com um funcionário comissionado da prefeitura.

O homem, com a ajuda de uma terceira pessoa, é suspeito de ministrar medicamentos abortivos à mulher para evitar que o envolvimento entre eles viesse à tona.

Porém, em depoimento na 2ª Delegacia Regional, ela negou os relatos e disse ter problemas psicológicos.

Segundo a delegada Cybelle Tristão, ela relatou que sofre de depressão e faz tratamento para dependência alcoólica.

Por causa desses problemas, a GCM teria faltado ao trabalho repetidamente, o que teria resultado em uma sansão administrativa à servidora.

“Então, ela disse que inventou essa história para prejudicar o suspeito, porque ficou com muita raiva dele”, afirmou a delegada.

O depoimento, porém, não convenceu a autoridade policial.

A delegada, então, encaminhou a mulher para exames na Maternidade Marlene Teixeira e no Instituo Médico Legal.

O resultado dos exames não apontou evidências de um aborto recente.

Agora, uma fonte ouvida pela reportagem relatou que a PC ainda pretende solicitar novos exames, conclusivos, para ajudar a solucionar o caso.

Prefeitura e GCM estabelecem 13 pontos para acabar greve em Aparecida | Foto: Reprodução / TV Goiânia
Guarda Civil Municipal de Aparecida de Goiânia | Foto: Reprodução / TV Goiânia

Sindguarda

Presidente do Sindicato das Guardas Civis do Estado de Goiás (Sindguarda), Ronaldo Ferreira Egídio disse à reportagem que foi procurado pela guarda quando as denúncias começaram a ser divulgadas em redes sociais.

Segundo Egídio, ela, que é filiada ao sindicato, ligou “desesperada e chorando” pedindo apoio da entidade.

A ela foi disponibilizada a assessoria jurídica de 2 advogados associados ao sindicato.

Porém, a mulher não voltou mais a procurar o Sindguarda e constituiu outra advogada para acompanhá-la durante depoimento na delegacia.

De acordo com o presidente do sindicato, toda a estrutura do órgão está disponível para auxiliar qualquer filiado em circunstâncias semelhantes.

Denúncia de aborto, depoimento ‘estranho’ e exames que
podem dar novos rumos às investigações


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