Candidato a deputado estadual, Cristiano Caixeta defende Jardim América e comerciantes da região e está descontente com a gestão de Paulo Garcia

De acordo com Caixeta, mais de 60 lojas no corredor da Avenida T-63 foram fechadas
De acordo com Caixeta, mais de 60 lojas no corredor da Avenida T-63 foram fechadas

Ele disputa um cargo público pela primeira vez e condena os corredores exclusivos para ônibus

Por Pedro Paulo Couto

“Foco no comércio e na educação”. Esse é o pensamento do candidato a deputado estadual pelo Partido Humanista da Solidariedade (PHS), Cristiano Caixeta, 37. Formado em história e lojista há 16 anos no Jardim América, ele disputa pela primeira vez um cargo público no Estado, em defesa da classe empresarial e de melhorias para a região onde trabalha.

Impulsionado por comerciantes do Jardim América, que sofrem principalmente com a implantação dos corredores exclusivos para ônibus, e carentes de alguém para representá-los e defender as reinvindicações, Cristiano foi incumbido desta missão e busca um lugar na Assembleia Legislativa. Mas ele garante que não lutará apenas pela classe empresarial. “Sem educação não se resolve saúde e segurança”, salienta.

Descontente com o cenário atual, o candidato afirma que a política precisa melhorar em todos os aspectos, repudia a compra de votos e se mostra contra a reeleição. “A pessoa não pode ter a política como cabide de emprego”, ressalta.

Candidato pelo PHS, legenda que apoia a reeleição de Marconi Perillo (PSDB), Cristiano enaltece, além do candidato tucano, o peemedebista Iris Rezende e o empresário Vanderlan Cardoso e ressalta que cada um apresenta pontos positivos e negativos.

Para Cristiano, Iris não seria um bom nome para a educação e a classe empresarial, mas vê com bons olhos Vanderlan, principalmente para o comércio, área em que atua. Apesar das ponderações, Cristiano Caixeta acredita que Marconi Perillo é o melhor. “Pela qualidade e pelo trabalho realizado, apesar de ter feito mais obras para o interior do Estado, Marconi ainda é o melhor”, avalia.

Com a proximidade do primeiro turno das eleições e a reviravolta que as pesquisas apontam para presidente da República, Cristiano não foge ao assunto. Ele confessa que já teve ideologia petista, mas critica o atual governo, que na sua visão não foi bom para o comércio, e aponta um nome para ocupar a cadeira do Palácio do Planalto. “Com o PT no governo, boa parte da população está desempregada. Isso eu não concordo. Creio que a melhor opção para a Presidência seria a Marina [Silva]. Ela seria um diferencial.”

Goiânia

Sem fugir dos assuntos abordados e com muita sensatez para debater sobre todos eles, Cristiano mostrou sua indignação com a gestão municipal. Incumbido de ser um defensor da classe dos empresários, o candidato a deputado estadual criticou veementemente as faixas exclusivas de ônibus na T-63.

De acordo com Caixeta, mais de 60 lojas no corredor da Avenida T-63 foram fechadas. Ele isentou Paulo Garcia (PT) de ser o único culpado, pois acredita que o prefeito é uma boa pessoa, mas falhou como gestor público e não tem feito administração positiva. “Não posso culpar apenas uma pessoa por causa da situação da cidade. Acredito que o prefeito é mal assessorado. Há um grupo prepotente que não escuta a população”, finaliza.

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