Greve já é uma possibilidade, dizem professores de Aparecida de Goiânia

Servidores consultados pela reportagem reclamam de falta de diálogo por parte da secretária de Educação

Em dezembro de 2019, professores protestaram na inauguração do Hospital Municipal de Aparecida. Agora, greve já é debatida | Foto: Leitor / Folha Z

Professores da rede municipal de Aparecida de Goiânia já falam sobre a possibilidade de uma greve da categoria.

As demandas são por melhores salários e condições de trabalho, especialmente para as Emeis (Escolas Municipais de Tempo Integral).

Além disso, docentes consultados pela reportagem reclamam de falta de diálogo por parte da titular da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC) Valéria Pettersen.

Com esse entrave, o interlocutor da administração municipal tem sido o chefe da Casa Civil Olavo Noleto.

Porém, caso as conversas com Noleto e com o próprio prefeito Gustavo Mendanha (MDB) não produzam os resultados esperados, os servidores já estudam paralisar as atividades.

Professores

Segundo a coordenadora pedagógica da Escola Municipal de Tempo Integral (Emei) Monteiro Lobato, Simone Andrade, Valéria não se mostrou aberta às reivindicações dos professores.

“Buscamos até apoio de vereadores, mas nem assim houve diálogo. Só quando procuramos o Olavo Noleto e o prefeito”, afirmou.

Uma das principais reclamações dos professores das escolas em tempo integral é quanto à jornada de trabalho.

Segundo Simone, alguns servidores passaram a fazer jornadas de 9h ininterruptas, sem horário de almoço.

“Isso sem falar nas escolas superlotadas e até casos de alunos especiais sem professores de apoio”, relatou.

De acordo com ela, a possibilidade da paralisação já foi levada ao chefe da Casa Civil.

Em reunião nesta segunda-feira, 4, Noleto teria se comprometido a levar as demandas ao prefeito Gustavo Mendanha, que estava de viagem a Israel.

Secretária de Educação e Cultura de Aparecida de Goiânia Valéria Pettersen | Foto: Reprodução
Secretária de Educação e Cultura de Aparecida de Goiânia Valéria Pettersen | Foto: Reprodução

Saída

Nos bastidores, a saída de Pettersen da Educação é uma das possibilidades ventiladas na reforma administrativa de Mendanha, prometida desde o ano passado.

Isso porque a relação conturbada da secretária com os professores estaria desgastando a imagem do prefeito junto à categoria.

Resposta

Por meio de nota, a assessoria da Secretaria de Educação afirmou que tem mantido reuniões com a diretoria do sindicato da categoria, com “diálogo amistoso”.

Confira a íntegra da nota:

“A Secretaria de Educação de Aparecida esclarece que tem realizado diversas reuniões com a diretoria do sindicato que representa a categoria no município, mantendo sempre o diálogo amistoso em todos os momentos. Esclarece também que todas as demandas são ouvidas e levadas em consideração nas tomadas de decisões. A secretaria ressalta ainda que prima pelo diálogo entre as partes envolvidas, pensando sempre no melhor para os mais de 40 mil estudantes e todos os profissionais da rede de ensino municipal.”

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