Maguito Vilela é acionado pelo MP por suspeita de superfaturamento em obras de escolas

Ação contra ele e ex-secretário aponta dano ao patrimônio público de quase meio milhão de reais em reforma e ampliação de 5 unidades

Maguito superfaturamento obras
Ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela é alvo de ação do Ministério Público de Goiás por superfaturamento em obras | Foto: Reprodução

O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela foi acionado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) por suposto superfaturamento em obras de escolas municipais.

Além dele, o ex-secretário de Educação Domingos Pereira da Silva (PT) também foi alvo do MP.

A ação aponta dano ao patrimônio público de R$ 486.649,32 em reforma e ampliação de 5 unidades.

Escolas citadas

De acordo com o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), são ilegais 5 contratos de reforma das seguintes escolas:

  • Nova Olinda;
  • O Pequenino;
  • Joana Angélica Paganin;
  • Parque São Jorge;
  • e Alexandre Garcia Carreira.

As empreiteiras responsáveis pelas obras foram:

PRS Projetos, Representações e Serviços Ltda.; Stec Saneamento, Telecomunicação, Eletricidade e Construção Ltda., e Ciecon Construtora, Engenharia e Construções Ltda.

O TCM analisou e constatou a diferença entre as obras efetivamente realizadas e os levantamentos de quantitativo das construções.

Ainda conforme o órgão, os números foram acrescidos, o que causou um aumento injustificado nos preços contratados.

Com esses dados, o MP abriu inquérito em 2013 para apurar os fatos.

Reformas

Para reforma da Escola Nova Olinda, contrato firmado no valor de R$ 483.066,82 entre a empresa PRS e o município, uma auditoria do TCM constatou um sobrepreço de R$ 82.988,18.

Escola Municipal Nova Olinda Maguito Superfaturamento obras
Escola Municipal Nova Olinda em Aparecida de Goiânia | Foto: reprodução

Com relação ao contrato com a Stec no valor de R$ 530.964,31, para reforma da Escola Alexandre Garcia, a obra, segundo o TCM, deveria ter custado R$ 415.800,62.

Escola Municipal Alexandre Garcia Superfaturamento Maguito obras
Escola Municipal Alexandre Garcia em Aparecida de Goiânia | Foto: reprodução

A mesma empresa foi contratada também para a reforma das Escola Joana Angélica Paganin e O Pequenino.

O custo da obra da Escola Joana Angélica foi de R$ 457.163,95. O sobrepreço apurado nesta reforma foi de R$ 68.097,03.

Escola Municipal Joana Angélica Maguito superfaturamento obras
Escola Municipal Joana Angélica em Aparecida de Goiânia | Foto: reprodução

Já na Escola O Pequenino, com contrato de R$ 383.846,78, o aumento injustificado foi de R$ 47.568,64.

Escola Municipal O Pequenino Maguito superfaturamento obras
Escola Municipal O Pequenino em Aparecida de Goiânia | Foto: reprodução

Com a empresa Ciecon, o contrato com a Prefeitura para a reforma da Escola Parque São Jorge custou R$ 471.316,60. O superfaturamento apurado na obra foi de R$ 101.987,45.

Escola Municipal Parque São Jorge Maguito superfaturamento obras
Escola Municipal Parque São Jorge em Aparecida de Goiânia | Foto: reprodução

Mais irregularidades

Segundo o MP, Maguito e Domingos teriam feito um novo pagamento irregular, através de aditivo ao contrato com a PRS, no valor de R$ 70.844,33.

Somando este débito irregular, o montante causado aos cofres públicos foi de R$ 486.649,32.

As promotoras responsáveis pela ação, Suelena Carneiro Caetano Fernandes Jayme e Ana Paula Antunes Vieira Nery, requereram o bloqueio de bens dos acionados no valor do dano apurado.

Além disso, fizeram requerimento da condenação nas sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa e indenização por dano moral no valor ao dobro do prejuízo causado, no mínimo.

Resposta

O Folha Z entrou em contato com a empresa Ciecon por telefone.

De acordo com o diretor da construtora, Luiz Eduardo, a empresa não tem conhecimento da ação.

Além disso, o diretor ressaltou que a empresa não é responsável por estabelecer os custos da obra, apenas obedecer o valor máximo apresentado pelo poder público.

A reportagem tentou entrar em contato também com as empresas PRS e Stec, mas sem sucesso.

Além disso, o Folha Z entrou em contato com a assessoria de imprensa de Maguito Vilela e aguarda resposta.

O Portal não conseguiu localizar Domingos Pereira até o fechamento da matéria.

Não obstante, o espaço segue aberto para maiores esclarecimentos.


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