12 anos no poder. Marconi ainda quer mais quatro

Tucano afirma, ainda, que a mudança está na inovação, e não na troca de candidato

Por Francisco Costa

“As pesquisas mostram que a população sabe quem trabalha, quem tem propostas viáveis e quem tem feito uma campanha voltada para ações e não para ataques aos adversários”, diz Marconi Perillo sobre sua dianteira nas pesquisas. O candidato a governador pelo PSDB afirmou, ainda, que respeita todos os seus adversários, mas lamenta a postura agressiva que eles têm empregado nesta campanha.

Quando questionado sobre uma alternância do poder, Marconi é enfático: “Mudar não quer dizer simplesmente trocar o partido ou a pessoa que está à frente do Estado. A mudança está em inovar, em não se acomodar”. E ele garante que está sempre pronto a desenvolver novas ideias. “Não adianta eleger alguém que nunca tenha governado apenas para ‘trocar’ o gestor. É preciso continuar aquilo que está dando certo”. Porém, segundo Perillo, sua nova empreitada nas eleições para governador se deve a um pedido do partido.

Marconi Perillo diz que decidiu ser candidato mais uma vez por convocação de seu partido
Marconi Perillo diz que decidiu ser candidato mais uma vez por convocação de seu partido

Segurança pública

Problema grave no Estado, Marconi garante que sua gestão está em grande batalha contra a criminalidade. Segundo ele, há uma grande demagogia em relação à segurança pública e estão politizando um assunto que é sério e merece dedicação. “Vamos ampliar as ações que estamos executando nesta gestão, investindo muito em inteligência e tecnologia e no armamento dos nossos policiais. Também vamos garantir viaturas novas e o aumento do efetivo de policiais. O que não vou fazer é prometer coisas que não serão possíveis colocar em prática”.

Continuidade

Programas sociais como o Renda Cidadã, Bolsa Universitária, Cheque Moradia, dentre outros, terão seguimento, caso Perillo seja reeleito. O político explica que estes programas foram criados por ele ao longo de suas gestões. “Vamos ampliar a oferta destes programas para beneficiar ainda mais pessoas”.

Outro ponto que o tucano pretende dar continuidade é na gestão por Organização Social (OS), que terceiriza o trabalho nos hospitais do Estado. É assim que funciona o Hospital de Urgências de Goiás (Hugo) e, segundo o governador, continuará no Hugo 2. A saúde é um dos pontos que o governador destaca em sua gestão.

Cenário político

A morte de Eduardo Campos trouxe uma mudança no cenário político a nível nacional, porém, Marconi não se preocupa com este contexto no Estado. Segundo ele, os eleitores não elegem um governador apenas porque ele está aliado a um determinado candidato à Presidência da República.

“Tanto que, recentemente, recebi o apoio de um movimento chamado ‘MariMar’, que é formado por uma dissidência do diretório do PSB em Goiás. O grupo pede votos para Marina Silva e também para minha candidatura”.

Ainda de acordo com o tucano, independente de quem seja o vencedor das campanhas presidenciais, o relacionamento republicano será sempre mantido. “Embora a presidente Dilma seja do PT, nunca deixamos de ter uma relação de respeito. Isso contribuiu para que eu pudesse trazer inúmeros benefícios para o Estado”.

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