Marina Silva entra no coro e defende saída de Dilma Rousseff e Michel Temer

Ex-senadora evita defender o Impeachment (Foto: Reprodução)
Ex-senadora evita defender o Impeachment (Foto: Reprodução)

Ex-senadora e ex-candidata à presidência, Marina Silva (Rede) voltou a criticar a presidente Dilma Rousseff (PT) em entrevista à Rádio Gaúcha. Para ela, Dilma “não tem mais a liderança política no País nem maioria no Congresso”.

Marina Silva afirmou que Dilma e seu vice-presidente, Michel Temer (PMDB), são os responsáveis pela crise na economia brasileira e defendeu o processo de cassação da chapa vitoriosa das eleições de 2014 para fazer com que eles deixem o cargo.

“No meu entendimento, o melhor caminho para o Brasil é o processo que está no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porque teria a cassação da chapa com a comprovação de que o dinheiro da corrupção foi usado para a campanha do vice e da presidente”, afirmou Marina.

Impeachment

Marina, como sempre, evitou defender o Impeachment que tramita na Câmara dos Deputados. Porém, desclassificou a crítica governista de que o processo de impedimento seria um golpe.

“Impeachment não é golpe. Está previsto na Constituição, foi feito contra (o ex-presidente da República e atual senador, Fernando) Collor, foi pedido pelo PT várias vezes e eles achavam que não era golpe”, afirmou.

Ainda segundo Marina, Dilma “não disse a verdade” durante a campanha de 2014 sobre a economia brasileira e esse foi um dos motivos do agravamento da crise.

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“Se (Dilma) tivesse trabalhado com a verdade, assumiria que corríamos grave risco em relação aos inúmeros problemas que tivemos desde 2008. É engraçado porque (enquanto) países do mundo correram atrás para resolver a crise, disseram que era apenas uma marolinha e chegaram a dar lição de moral até para a Alemanha”, disse a ex-senadora, estendendo a crítica ao ex-presidente Lula.

2018

No entanto, uma das candidatas mais votadas nos dois últimos pleitos presidenciais, Marina disse que não tem certeza quanto a outra candidatura em 2018. Mas criticou seus opositores:

“Diziam que, se eu ganhasse, o governo não teria maioria no Congresso e hoje a presidente não tem maioria. Diziam que, se eu ganhasse, eu iria tirar alimentos das pessoas pobres e isso ocorre com a inflação que atinge a mesa dos brasileiros. Diziam que, se eu ganhasse, iria acabar com Pronatec e Prouni e isso o atual governo está fazendo. As pessoas projetam em você o que vão fazer”, declarou.

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