'Moro e Dallagnol foram apanhados em cena de amor selvagem', escreve Demóstenes

Para ex-procurador, situação ainda pode ser mais grave para eles caso se constate que as mensagens tenham sido vazadas por um "cagoeta" e não por um hacker

Em artigo publicado pelo “Poder 360” nesta quarta, 12, o ex-senador Demóstenes Torres criticou duramente o ministro da Justiça Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.

De acordo com ele, o Judiciário e o Ministério Público, em certo momento, se tornaram “meros apêndices rançosos de Moro e Dallagnol […]; o rabo balançava o cachorro”.

O articulista apontou que a dupla, famosa pela atuação na Operação Lava Jato, subverteu princípios de Direito Penal e Processual Penal.

Para Demóstenes, a atuação de Curitiba atropelou os tribunais superiores e adotou medidas irregulares, como transformar em definitivas as prisões cautelares.

E, pior, o modus operandi ainda passou a ser copiado nacionalmente.

“Por todo o Brasil, surgiram os genéricos do duo. Juízes, promotores e procuradores mortinhos de vontade de aparecer”, escreveu.

Conversas vazadas de Moro e Dallagnol

Em artigo, Demóstenes faz duras crítcas a Moro e Dallagnol
Em artigo, Demóstenes faz duras crítcas a Moro e Dallagnol | Foto: Reprodução

Após terem conversas privadas de celular reveladas por reportagem do “Intercept Brasil”, Demóstenes avalia que ambos estavam “de véu e grinalda”.

“Moro e Dallagnol foram apanhados em cena de amor selvagem, em entrega cúmplice, em desvairada combinação para alcançarem o seu objetivo, e pior, com seus subalternos”, comentou.

Por fim, o procurador aposentado ainda apontou que a situação ainda pode ser mais grave para eles caso se constate que as mensagens tenham sido vazadas por um “cagoeta” e não por um hacker.

Assim, na leitura de Demóstenes, Moro e Dallagnol poderiam ser alvos de acusações que antes fizeram contra os réus: “organização criminosa, corrupção ativa e passiva (a corrupção não implica apenas em vantagem patrimonial), vazamento de informações sigilosas, prevaricação e por aí afora”.

A essa coluna resta claro que os princípios processuais estão aí não só para proteger os réus, eventualmente inocentes, mas também para que criminosos não se beneficiem da imprudência dos acusadores e julgadores (ou seriam inquisidores?).

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