Status da hora é agir ou debater sem argumento: o prazer do contra

'Dia desses ouvi, perplexo, um relato profissional sobre o crescimento do número de pessoas portadoras de sífilis que insistem em doar sangue'

Fica difícil imaginar qual desfecho para o ser humano neste contexto. O status da hora é agir ou debater sem argumento, o prazer do contra | Foto: Ilustrativa
Fica difícil imaginar qual desfecho para o ser humano neste contexto. O status da hora é agir ou debater sem argumento, o prazer do contra | Foto: Ilustrativa

O prazer do contra

Dia desses ouvi, perplexo, um relato profissional sobre o crescimento do número de pessoas portadoras de sífilis que insistem em doar sangue.

Na mesma proporção em que aumenta o exército de contrários às vacinas básicas e tratamentos médicos convencionais. Exemplos de intransigência que afetam diretamente a saúde pública.

Fica difícil imaginar qual desfecho para o ser humano neste contexto. O status da hora é agir ou debater sem argumento, o prazer do contra. E dane-se a consequência.

A união do simplismo com o radicalismo abriu uma cratera na convivência diária – pessoal e virtual. Convergência de ideias em terreno adverso virou tabu.

Inocência seria debitar o exagero das aberrações comportamentais apenas na crescente onda das desigualdades. A regressão de valores é ampla, geral e irrestrita.

Diante deste quadro estarrecedor, o que é válido na vida? Karina Okajima Fukumitsu, autora do livro “A vida não é do jeito que a gente quer” (Editora Mel Horas) resume com sabedoria:

“Não sei ao certo, mas desconfio que a validade da vida perpassa pelo questionamento de que o importante não é apenas viver em quantidade de anos, mas sim questionar-se constantemente sobre como estou vivendo e com quem eu quero viver”.

Faça essa reflexão (longe das redes sociais) e ajude a construir um mundo menos ferro e fogo. Existem flores em você.

Ele está de volta! Rodrigo Czepak retoma análises em coluna no Folha Z


Quer receber análises completas da política goiana?

Você está convidado a fazer parte de um grupo altamente bem informado sobre os rumos do Estado.

É só seguir o Folha Z no Instagram (@folhaz), no Facebook (jornalfolhaz) e no Twitter (@folhaz)

Comentários do Facebook