Pais e filhos da regalia

Pesquisa do Instituto Datafolha aponta que 70% dos brasileiros reprovam a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para o cargo de embaixador em Washington (EUA).

O mesmo sentimento ecoa nos gabinetes do Senado, local onde ocorrerá a votação. O pai-pai Jair Bolsonaro está disposto a barganhar tudo o que puder para evitar o vexame em família.

A expectativa é pelo fracasso em plenário, caso a iniciativa não seja deletada no meio do caminho.

Até mesmo no país do jeitinho recomenda-se uma dose de limite nos conchavos explícitos.

Famílias unidas

O ombro de Neymar da Silva Santos, pai do atacante da seleção, já está devidamente preparado para ser o refúgio do presidente. Não vão faltar lamentações, de lado a lado.

O empresário ainda se recupera do choque de realidade, na verdade um autêntico corretivo, imposto pelo Paris Saint-Germain (PSG) ao staff do jogador.

Nem mesmo US$ 20 milhões, oriundos do próprio bolso do atacante, foram suficientes para sensibilizar o clube francês a negociá-lo com o Barcelona.

Neymar bateu o pé, forçou a barra e vai permanecer exatamente onde está.

Mesmo com os planos frustrados, os pais Bolsonaro e Neymar jamais desistirão de “acomodar” filhos, netos e bisnetos nos assentos do privilégio.

Eles representam uma grande parcela da sociedade que se opõe abertamente ao nepotismo ou qualquer outro tipo de regalia. Desde que a família em questão seja sempre a do outro.

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