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O Goiás Esporte Clube não perde a sua mania de grandeza, mesmo a pouco metros do fundo do poço.

Faz uma campanha pífia na Série A do Brasileirão – 37% de aproveitamento em 19 jogos do 1º turno – e os dirigentes se agarram numa única frase: “Está difícil contratar”.

O mandachuva Hailé Pinheiro, em entrevista às Feras do Kajuru, admitiu ter “implorado em vão” para o atacante Carlos Eduardo, hoje no Palmeiras, retornar à Serrinha.

Pelo menos um ponto positivo: o cartola está assumindo a sua parcela de culpa na batalha contra o rebaixamento.

Irritação

Mas é pouco, muito pouco diante da irritação do torcedor. Os 21 pontos conquistados – 6 vitórias, 3 empates e 10 derrotas – poderiam ser mais valorizados caso a atitude fosse outra.

Futebol não se resume a investimentos e contratações. Até o badalado e milionário Flamengo, líder do campeonato com 42 pontos, joga com determinação de fazer inveja, uma entrega acima da média.

O CSA de Alagoas (18º lugar com 16 pontos) tem encarado seus adversários com sangue nos olhos, dentro e fora de casa, apesar do elenco limitadíssimo, também candidato ao rebaixamento.

Passividade

Enquanto isso o Goiás é exemplo de passividade: jogadores, treinador e dirigentes recebem qualquer resultado adverso com uma naturalidade broxante.

Segundo Renato Gaúcho, o Goiás levou uma aula de futebol em Porto Alegre | Foto: reprodução Facebook Grêmio
Segundo Renato Gaúcho, o Goiás levou uma aula de futebol em Porto Alegre | Foto: reprodução Facebook Grêmio

Renato Gaúcho, técnico do Grêmio, disse com todas as letras que o Goiás levou uma aula de futebol em Porto Alegre e que seus jogadores tiraram o pé após o 3 a 0.

Maior humilhação, impossível. Traumatizados por goleadas de seis gols em 2019 (Flamengo e Santos), não duvido que a “sugestão para aliviar” tenha partido dos próprios jogadores esmeraldinos.

Sacudida

Enquanto as contratações não chegam, Hailé Pinheiro, que tal dar aquela sacudida no elenco do Goiás? O presidente do Conselho Deliberativo ficou descrente até com o nível dos treinos que assistiu.

A vaca está indo pro brejo e algo precisa ser feito rapidamente. Um caminhão de reforços, incluindo Messi e Cristiano Ronaldo, não causaria impacto algum sem a mudança de atitude.

Menos palavras, desculpas, justificativas… e mais ação. Dezenove oportunidades (2º turno inteiro) é tempo suficiente para virar o jogo.

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