O atacante Walter é ou não uma causa perdida?

Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

Atacante Walter pediu calma após a derrota por 2 a 1 para a Aparecidense, ontem, no Estádio da Serrinha | Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás EC
Atacante Walter pediu calma após a derrota por 2 a 1 para a Aparecidense, ontem, no Estádio da Serrinha | Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás EC

Qualquer torcedor sabe reconhecer o esforço do seu ídolo quando a fase não é boa. Mas sem entrega e determinação, impossível. O atacante Walter, do Goiás, voltou a pedir “calma e paciência” após a derrota por 2 a 1 para a Aparecidense, ontem, no estádio da Serrinha. O futebol do atacante tem se nivelado ao peso, ou seja, bisonho. E a desculpa da hora está relacionada a problemas pessoais. “Estou passando o momento mais difícil da minha vida. Tenho que colocar a cabeça no lugar e ver o que está errado”, desabafou depois do jogo.

Pressão da balança

Não é tão simples assim. Problema todo mundo tem. E os pobres mortais não contam com as regalias que o milionário mundo do futebol profissional pode proporcionar. Walter é uma pessoa do bem, atleta extrovertido e de muitos parceiros, mas nunca soube conviver com a pressão da balança por excelência e profissionalismo. Os quilinhos a mais que já foram folclóricos, até engraçados, hoje se transformaram em tormento na vida de um atacante de extrema habilidade e visão de jogo. O goleador nato do passado necessita de um acompanhamento psicológico rigoroso.

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Reconstruir conceitos de vida

Até mesmo para que Walter assuma a indisfarçável condição de obeso sem subterfúgios. Palavras do jogador: “Na parte física estou muito bem, lutando”. Neste aspecto sempre será uma batalha perdida caso ele não reconstrua os seus conceitos de vida, muito mais do que corrigir apenas hábitos alimentares. No dia 5 de janeiro deste ano, pontapé da pré-temporada do Goiás, Walter já admitia estar 8 kg acima do peso ideal – mínimo de 90 kg – e de lá pra cá pouca coisa mudou. Naquela oportunidade nada foi dito sobre entrave pessoal, somente a certeza de que o problema seria contornado nos moldes do que ocorrera no primeiro semestre de 2016, quando defendia o Atlético/PR.

Progressos e relaxamento

Resumindo: Walter Henrique da Silva tem apenas 27 anos e é plenamente capaz de contornar a adversidade que o acompanha desde o início da carreira. Alcançou progressos indiscutíveis no Fluminense e no Atlético/PR, mas voltou a relaxar. Conceituados profissionais da área de preparação física do futebol brasileiro já desistiram do atacante, apelidando-lhe de causa perdida. No Goiás, Walter talvez tenha a última chance de provar que sua vontade de vencer não é do tamanho de um sanduíche do Buldog´s.

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