Muro na mente de Trump é real

Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

Donald Trump julga-se o legítimo Capitão América do século XXI, o presidente preparado para conduzir o povo americano ao sucesso prometido.
Donald Trump julga-se o legítimo Capitão América do século XXI, o presidente preparado para conduzir o povo americano ao sucesso prometido | Foto: montagem Facebook

O presidente americano Donald Trump vai mesmo levar adiante a sua proposta de campanha mais polêmica: construir um muro na fronteira entre EUA e México. Algo que muitos dos seus fanáticos eleitores duvidavam, acreditando tratar-se apenas de retórica eleitoral. Não contente, Trump quer debitar a conta no saldo econômico do país vizinho. Sugestão: rateio entre aqueles que votaram no presidente. Seria uma forma de, esvaziando o bolso, jamais esquecer o sentimento patriota do bilionário.

Donald Trump julga-se o legítimo Capitão América do século XXI, o presidente preparado para conduzir o povo americano ao sucesso prometido. E nada lhe tira da cabeça que a imprensa é o principal entrave para atingir o seu objetivo. Por isso ainda é difícil apontar qual muro vai causar mais prejuízo no futuro: o físico-racista ou o ideológico-intimidatório? De qualquer forma Donald Trump se transforma no alvo em potencial dos extremistas. Quem procura, acha.

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Construções da política local

Enquanto Donald Trump segue determinado em construir um muro pra chamar de seu, nada como um exercício de imaginação para projetar quais seriam “os muros” prioritários no Brasil, em Goiás na Região Metropolitana de Goiânia:

Michel Temer – proteção para encontrar menos auxiliares enrolados com a Justiça e mais popularidade, evitando vaias e manifestações;
Renan Calheiros – único local seguro para acomodar a grande quantidade de processos instaurados nos últimos anos;
Marconi Perillo – uma nova edificação que resgate o tempo novo de 1998, surrado por quase 20 anos de poder;
Iris Rezende – construção que consiga comportar o apetite de dezenas de lideranças peemedebistas, ávidas por um cargo na prefeitura;
Paulo Garcia – só mesmo de um muro petista para enxergar os R$ 2 bilhões que o ex-prefeito alega ter deixado no caixa municipal;
José Eliton – 50 metros de altura, no mínimo, para identificar todos os líderes da base governista que flertam com a oposição.

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