O que fez Bernardinho deixar a seleção brasileira de vôlei

Em coletiva de imprensa na tarde da última quarta-feira, 11, foi sacramentada a saída de Bernardinho | Foto: Reprodução
Em coletiva de imprensa na tarde da última quarta-feira, 11, foi sacramentada a saída de Bernardinho | Foto: Reprodução

Depois de 16 anos à frente da seleção brasileira masculina de vôlei, o técnico Bernardinho decidiu deixar o cargo. Agora, o diretor de seleções até os Jogos do Rio Renan Dal Zotto assume a posição.

Dividindo seu tempo entre a seleção e o time do Rio de Janeiro, o mais vitorioso do Brasil, Bernardinho sentia falta do convívio com sua família. Estava prestes a abandonar as quadras, mas a conquista do ouro nos Jogos do Rio o deixou indeciso.

Temeroso de abandonar o trabalho da sua vida e que deu a ele reconhecimento mundial, o técnico passou os últimos meses tentando vender para a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) a ideia de assumir a coordenando da seleção e colocar Rubinho, seu auxiliar, no comando dos jogadores.

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E deu certo. Apesar de não estarem definidos o nome do cargo e suas exatas atribuições, uma posição de gestão na entidade será concedida ao técnico multi-campeão. A única expectativa é que ele colabore com o time adulto e também com as categorias de base.

Em coletiva de imprensa na tarde da última quarta-feira, 11, foi sacramentada a saída de Bernardinho antes do início do ciclo rumo aos Jogos de Tóquio, em 2020.

Histórico

Bernardo assumiu a seleção em 2001 e logo foi campeão da Liga Mundial daquele ano. Depois disso, foram mais de 30 conquistas em seus mais de 15 anos à frente da equipe: dois ouros olímpicos (2004 e 2016), duas pratas (2008 e 2012) e três títulos mundiais (2002, 2006 e 2010), além de oito Ligas Mundiais. Antes, com a seleção feminina, conquistou dois bronzes olímpicos, nos Jogos de Atlanta, em 1996, e de Sydney, em 2000.

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