Pais de quíntuplos perderam duas batalhas, mas não a guerra

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Carla Oliveira, mãe de quíntuplos, viu todos os bebês morrerem em função de um parto prematuro | Foto: Reprodução
Carla Oliveira, mãe de quíntuplos, viu todos os bebês morrerem em função de um parto prematuro | Foto: Reprodução

A perda de um filho já representa um golpe e tanto para qualquer casal. Imagine o mesmo drama multiplicado por sete. A triste sina da técnica de enfermagem e do encanador industrial, moradores de Nerópolis, provocou grande comoção durante o feriado da Semana Santa. Carla Oliveira, mãe de quíntuplos, viu todos os bebês morrerem em função de um parto prematuro (23ª semana de gestação), repetindo o mesmo sofrimento da primeira gravidez de gêmeos, há um ano. Ela e o marido Luciano Gomes, desolados, tentam encontrar forças para retomar a vida. Não vai ser fácil.

Nomes escolhidos

O trauma causado pela vitória da frustração na luta contra a expectativa é um dos maiores desafios do ser humano. Nesses casos só mesmo com apoio psicológico profissional, perseverança e muita fé no coração. Os cinco bebês já tinham seus nomes escolhidos – Allana, Emanuelle, Gabrielly, Giovanna e Athur Lucas – e provocavam grande rebuliço na vida do casal e de seus familiares. A gravidez mereceu atenção redobrada dos médicos e da imprensa em função da raridade, afinal gestações naturais de quíntuplos acontecem uma vez a cada 65 milhões 610 mil nascimentos. Como ficar indiferente a um momento tão especial?

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Adoção, caminho natural

Luciano, 39, e Carla, 24, têm um longo caminho pela frente: perderam duas batalhas, porém estão longe de perder a guerra. Milhares de outros casais já passaram por provação semelhante e, ao final, alcançaram o tão almejado objetivo. Se o elevado grau de risco continuar ameaçando outra gravidez, a adoção passa a ser o caminho natural diante da determinação de todas as partes envolvidas. O exemplo dos sete bebês, sete guerreiros que batalharam pela vida, merece um final feliz.

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