Perdeu, playboy Zé Eliton!

Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

Vice-governador Zé Eliton (PSDB) | Foto: Reprodução
Vice-governador Zé Eliton (PSDB) | Foto: Reprodução

Os nove meses de permanência do vice-governador José Eliton à frente da Secretaria de Segurança Pública mais pareceram um filme de ação e suspense. Ele tomou chuva em operação policial, vestiu colete, treinou tiro à distância, levou bala no tórax e, ao final, descobriu que fora enganado pelos roteiristas oficiais: a pasta não lhe deu a visibilidade desejada de candidato ao Governo. Pelo contrário, trouxe inúmeros desgastes e a fama de gestor insensível e temperamental.

O agora ex-secretário da SSP adorava falar duro nas entrevistas coletivas, enaltecer o trabalho e a determinação dos seus subordinados, porém perdeu de goleada a guerra das estatísticas, da verdadeira sensação de segurança da população. Nem Zé Eliton nem o coronel Edson Costa, seu substituto, reúnem condições de combater minimamente a criminalidade com um déficit de 10 mil PMs em todo o Estado. Cada operação deflagrada representa, na prática, cobrir uma parte do corpo e descobrir a outra. Não há estratégia de marketing que suporte tamanho bombardeio de crimes e audácia da malandragem.

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Zé Eliton andava triste, cansado física e emocionalmente. Hoje o governador Marconi Perillo anunciou o prêmio de consolação: o vice vai comandar a aplicação dos recursos oriundos da venda da Celg, algo em torno de R$ 1 bilhão. Seus olhos brilharam, estufou o peito e declarou à imprensa: “Saio da secretaria com a sensação do dever cumprido. E agradeço o governador pela confiança em mim depositada para desempenhar a nova função”.

Por via das dúvidas, José Eliton, agora ex-Zé Tolerância, pediu aos redatores oficiais pra dar uma conferida básica no roteiro do novo filme. O vice tem verdadeiro pavor do papel de coveiro, afinal foi esta a sensação fúnebre deixada por ele na Celg, Desenvolvimento Econômico e Segurança Pública. O quarto fiasco consecutivo comprometeria de vez o sonho de ocupar a cadeira de governador em 2019. Em função da conhecida arrogância de José Eliton, uma legião de assessores e servidores está na torcida por novo fiasco de interpretação.

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