Se os joelhos de Iris Rezende não doessem mais

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Se os joelhos de Iris Rezende não doessem mais
Se os joelhos de Iris Rezende não doessem mais. Prefeito eleito de Goiânia Iris Rezende (PMDB) / Foto: Reprodução

Prestes a dar início ao quarto mandato como prefeito de Goiânia, Iris Rezende enfatiza diariamente ser um homem temente a Deus, seguidor dos princípios cristãos. Credita ao apoio divino grande parte do êxito na recuperação de gestões estraçalhadas financeiramente. A partir do próximo domingo o desafio será retomado, com a diferença de que o peemedebista pode facilitar ou dificultar a sua própria missão.

Em nada irá adiantar “dobrar os joelhos e pedir proteção e discernimento aos céus”, como costuma dizer o prefeito eleito, se sua equipe de trabalho tiver predominância política. Nomes como o do ex-deputado estadual Samuel Almeida, um dos cotados para ocupar cargo no 1º escalão, fogem do perfil operacional que Goiânia aplaudiu em 2004 e 2008. Evangélico como Iris, o ex-presidente da Assembleia Legislativa é um articulador político, pautado por disputas eleitorais. Nada mais.

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O prefeito eleito da capital não tem disfarçado o incômodo sobre certas acomodações partidárias que está sendo obrigado a promover. Eis o preço pelo grande apoio recebido nas últimas eleições, ao contrário das duas legendas apenas que estiveram com o PMDB há 12 anos – PSC e Prona. Iris Rezende, naquela oportunidade, conseguiu agir com firmeza e desenvoltura para frear pressões internas e externas por cargos. Foi o pontapé para o sucesso administrativo que transformou a cidade de ponta a ponta.

A configuração política de 2016 e os projetos eleitorais do senador Ronaldo Caiado e da primeira-dama Iris de Araújo para 2018 vão exigir novas orações e mais jogo de cintura de Iris Rezende. Afinal, como acomodar tantos interesses numa Prefeitura devastada por Paulo Garcia e ainda voltar a oferecer o padrão de qualidade irista na disponibilidade de serviços públicos ao cidadão?

Se “Deus é brasileiro”, o prefeito eleito de Goiânia está orando para que Ele seja “brasileiro e irista”. Aos 83 anos, uma ajuda providencial para não manchar o perfil administrativo no maior desafio em quase seis décadas de vida pública.

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