Só prisão segura Lula, o “cara” das polêmicas

Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva discursa, mostrando o braço em sinal de força, durante a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação | Foto: Reprodução
Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva discursa, mostrando o braço em sinal de força, durante a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação | Foto: Reprodução

Só prisão segura Lula, o “cara” das polêmicas

Já votei em Luiz Inácio Lula da Silva algumas vezes, mas não sou petista. Muito pelo contrário. Acompanho sua trajetória desde os tempos do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e sempre tive a exata noção de que o ex-presidente não perde oportunidade para armar um palanque político. De aniversário de criança a velório, tudo vale. Quis o destino que a protagonista da segunda opção fosse exatamente dona Marisa Letícia, sua companheira de uma vida.

Os 20 minutos de proselitismo de Lula ao lado do caixão da “galega” resumem a sua biografia: articulado, teatral e pragmático. Não havia melhor momento para mandar recados aos investigadores da Operação Lava Jato, magistrados, formadores de opinião e, de quebra, despertar a militância para os desafios que ainda estão por vir. Ao petista só resta trilhar o caminho da vitimização permanente. E que se danem as formalidades fúnebres.

Economia Total Tatico – 300 x 250

LEIA MAIS: Vereador quer proibir consumo de álcool em praças e parques de Goiânia

Corrupção na conta do PT

Enquanto isso, nos corredores do Congresso Nacional, os poucos defensores do partido da estrela vermelha admitem que o cenário ideal para 2018 corresponde ao aumento do número de prisões de representantes de outras legendas nas operações em curso. “O PT foi transformado em símbolo de corrupção no país. E essa conta não é só nossa. Estamos pagando praticamente sozinhos por erros que eram cometidos há décadas”, observou um senador na semana passada. Para o PT não há saída: quanto pior, melhor. Questão de sobrevivência.

Do lamaçal à libertação

A estratégia número um do partido é blindar Lula, comparando acusações que pesam contra ele com outros escândalos; o plano B representa tirar proveito até mesmo de uma eventual prisão temporária, ressaltando possíveis excessos cometidos contra o petista; e a terceira opção, bastante remota pela ausência de tempo, encontrar um nome alternativo que viesse a defender o legado social das gestões do ex-presidente.

Positiva ou negativamente, Lula continua sendo o “cara” das polêmicas. Seu nome não sai da boca dos eleitores, ora atolado num lamaçal sem precedentes ora segurando a corda da libertação. Os bastidores de Brasília trabalham com o cenário de que o petista somente não voltará a ser presidente em 2018 se estiver preso. Façam suas apostas!

Acompanhe o Folha Z no Facebook, Instagram e Twitter