Após prisão de Jayme Rincón nesta sexta, 28, José Eliton escolhe Charlles Antônio como coordenador da sua campanha | Foto: Montagem
Após prisão de Jayme Rincón nesta sexta, 28, José Eliton escolhe Charlles Antônio como coordenador da sua campanha | Foto: Montagem

A campanha de José Eliton (PSDB) já tem um substituto para Jayme Rincón, preso na manhã desta sexta-feira, 28.

Trata-se de Charlles Antônio Gomes, atual Chefe de Gabinete do governador.

Ele já era responsável pelas atividades em Aparecida de Goiânia e agora assume a coordenação geral.

Por meio de nota, a Coligação Goiás Avança Mais afirmou que a campanha segue seu curso normal.

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“Temos a certeza de que apresentamos o melhor projeto para Goiás e vamos, juntos, continuar com a nossa campanha alegre, propositiva e crescente rumo ao segundo turno.”

Prisão de Rincón e buscas de Marconi Perillo

Nesta manhã, a Polícia Federal deflagrou a Operação Cash Delivery.

De acordo com a PF, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços de Marconi Perillo (PSDB), candidato ao Senado.

A defesa do ex-governador afirmou, em nota, que não há indícios contra ele e que a operação é um “espetáculo”. Confira a íntegra abaixo.

Além disso, a polícia ainda prendeu temporariamente o ex-presidente da Agência Goiânia de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón.

Com o policial militar Márcio Garcia de Moura, motorista de Rincón que também foi preso, foram encontrados maços de dinheiro vivo.

Segundo a PF, agentes encontraram caixas de papelão contendo R$ 940.260,00 em notas de R$ 50 e R$ 100.

Ao todo a operação cumpre 14 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão temporária.

PF encontrou caixas de papelão contendo R$ 940.260,00 em notas de R$ 50 e R$ 100 na casa do policial militar Márcio Garcia de Moura, motorista de Rincón | Foto: Reprodução
PF encontrou caixas de papelão contendo R$ 940.260,00 em notas de R$ 50 e R$ 100 na casa do policial militar Márcio Garcia de Moura, motorista de Rincón | Foto: Reprodução

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Nota da Coligação Goiás Avança Mais

“Sobre a operação deflagrada hoje convém salientarmos que os fatos em apuração não possuem qualquer vinculação com a nossa campanha. Tratam de fatos pretéritos que não têm relação com o atual momento eleitoral.

Ficamos surpresos com o desencadeamento de uma operação a apenas nove dias das eleições com potencial de influenciar o processo eleitoral. Confiamos na integridade do ex-governador Marconi Perillo, sabendo que ele terá a oportunidade de, nas regras constitucionais e processuais, demonstrar a lisura dos seus atos. Acreditamos nas instituições e no Estado de Direito.

Seguiremos normalmente com todas as atividades de campanha e de imediato anunciamos Charlle Antônio como o novo coordenador de campanha da Coligação para Goiânia, que acumulará esta função com a coordenação em Aparecida de Goiânia.

Temos a certeza de que estamos apresentando o melhor projeto para Goiás e vamos, juntos, continuar com a nossa campanha alegre, propositiva e crescente rumo ao segundo turno.”

Nota da defesa de Marconi Perillo

“A Defesa do ex-governador Marconi Perillo vem a público explicitar o mais veemente repúdio à ação deflagrada hoje em Goiás.

O ex-governador foi citado na delação da Odebrecht por fatos ocorridos em 2010 e 2014. É evidente que os fatos devem ser apurados e a Defesa não tem nenhuma preocupação com a investigação.

A palavra do delator é isolada e não há, sequer en passant, qualquer fiapo de indício contra o Marconi Perillo. A busca e apreensão na residência do ex Governador ha 9 dias da eleição assume um caráter claramente eleitoreiro e demonstra um abuso por parte do Ministério Publico e do Poder Judiciário.

É, sem dúvida, uma clara interferência, indevida e perigosa, contra a a estabilidade democrática. Os fatos citados pelo delator, sem provas, se referem a questões antigas. A falta de contemporaneidade, já decidiu varias vezes o Supremo Tribunal,é impeditivo de prisões e qualquer outra medida constritiva contra qualquer cidadão.

Importante esclarecer que NÃO é verdade que o ex Governador teve mandado de prisão decretado, mas teve busca e apreensão e esta medida, neste momento ,já é uma grave agressão. Uma violência inexplicável ao estado democrático de direito.

A Defesa vem denunciando, há tempos, à espetacularização do direito penal e a criminalização da politica.”


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